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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Luiz Lyrio



Luiz Lyrio é natural de Belo Horizonte onde representou Poetas del Mundo. Publicou os livros  GRÊMIO  LIVRE: UM EXERCÍCIO DE CIDADANIA (1998),  NOS IDOS DE 68 (2004), MARCAS DE BATOM (2004) E ABDUÇÃO (2007). Em 2008, a Mazza Ediçõe lançou uma nova edição de NOS IDOS DE 68. 
  Embaixador Universal da Paz (pelo Cercle Universel de Les Embassadeurs de la Paix - Genebra, Suiça), Lyrio foi representante do Movimento ABRACE em Aracaju, Membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni.
Escreveu até véspera de sua morte, em 08 de Agosto de 2010, em sua militância contínua pela PAZ e contra a violência.





Cláudio Márcio Barbosa

Cláudio Márcio, Clevane Pessoa e Biláh



          Dilema


  Você é meu maior dilema

  Mas, se faz poema             
   
  Em um simples olhar









.
         ........................................                                                    .
 .
.............................................................................................                                                                                                                                                                                                                                                                                                        
                                                                                                       
Cônsul Poetas del Mundo, em Belo Horizonte, Cláudio Márcio Barbosa é poeta e produtor cultural, Embaixador Universal da Paz, pelo Cercle de les Ambassadeurs Unov. de la Paix-Genebra - Suiça, medalha de ouro pelo Instituto de Culturas Internacionais - INBRASCI, entre outros títulos conquistados, por mérito, pelos serviços prestados à cultura .

Adolescente, descobriu a poesia através de poetas que cultua até hoje: Carlos Drumond, Adélia Prado, Paulo César Pinheiro, Vinícius de Morais, Wagner Torres, entre outros. Começou escrevendo letras de músicas e hoje publica em jornais, revistas e livros.
Dirigiu eventos do Sindicato dos Escritores do Estado de MG - SEMG, 2002/2005. Seu primeiro livro de poesias está no prelo. Coordena com Clevane Pessoa a antologia D'Versos,, que reúne 12 poetas cujos direitos autorais foram cedidos à ONG Alô Vida, que ele dirige.
(Fonte: Nós da Poesia/Brenda Marques Pena, organizadora. São Paulo: All Print Editora, 2009.)


   

terça-feira, 29 de setembro de 2009


Uma vida
Neuza Ladeira

Uma vida sob medida, uma vida submetida
Uma vida metida naquela noite do galope
Sangue e êxtase íntimos bem enfileirados
Resguardando ao outro o esconderijo onde mora
Certeza alguma nada!
Nem bem sonha ser
Desconcerto de nunca saber
Onde vai constata culpa do outro no outro
Perda de tempo dissimular
Impresso em ti nos cabelos
Aquilo que és em excessos.



Neuza Ladeira é mineira, nasceu na década de 50. Militante pelas liberdades democráticas foi prisioneira política na década de 70. Dedica-se à poesia e artes plásticas. Com dois livros já editados Opúsculos e Quarto de Dormir Quarto de Pensar. Participa do Mural dos Escritores, Recanto das Letras e outros.
Poeta del Mundo é Cônsul Pampulha/BH: http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=2761


neuzaladeira.com.br

neuza.maria@gmail.com

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Antônio Carlos Dayrell


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SOMBRAS (À Sombra da Sociedade Perfeita)
Do livro POESIA PARA PARAR O TEMPO.
Antônio Carlos Dayrell de Lacerda Gontijo
DAYRELL. 1ª EDIÇÃO. Ed. 2009



Sombras

Antônio Carlos Dayrell de Lacerda Gontijo

Em lembrança de Herbert José de Souza, o Betinho

à sombra da sociedade perfeita
possuímos exércitos
mandamos o homem à lua
edificamos arranha-céus
construímos a bomba atômica;

à sombra da sociedade perfeita
estamos conectados na internet
nossos corações pulsam com a bolsa de valores
adoramos o futebol
brindamos nossos clientes com champagne e caviar;

à sombra da sociedade perfeita
somos inquietos
vivemos apressados
andamos sempre irritados
tornamo-nos sedentários;

à sombra da sociedade perfeita
recrudescemos nossas leis
discriminamos nossos velhos
abandonamos nossas crianças
expulsamos nossos índios;

à sombra da sociedade perfeita
devastamos as florestas
destruímos os rios
maltratamos os animais
silenciamos em nome do progresso;

à sombra da sociedade perfeita
exploramos nossos semelhantes
amealhamos fortunas
elegemos representantes corruptos
vamos passar férias em praias paradisíacas;

à sombra da sociedade perfeita
prejulgamos as pessoas
torturamos os condenados
excluímos os miseráveis
crucificamos Jesus Cristo;

à sombra da sociedade perfeita
cometemos muitos erros
ficamos egoístas, insensíveis
afastamos nosso olhar de Deus
e acabamos sozinhos.

domingo, 6 de setembro de 2009